Trans-formando comunidades é o projeto de atuação profissional que desenvolvo para transformar meus mundos. Atuo por meio do empoderamento de lideranças das comunidades de que fazem parte.
Parto do princípio de que pessoas, grupos e comunidades, sejam quais forem, possuem os recursos necessários para encontrar alternativas dignas e satisfatórias de sobrevivência. Alguns, porém, encontram-se fragilizados devido a condições historicamente construídas, necessitando de apoios para superar esta situação. São exemplos de realidades historicamente construídas que fragilizam grupos: a exclusão de pessoas com deficiência de ambitos sociais, a falta de acesso de classes socioeconômicas menos favorecidas de educação e oportunidades de trabalho, os estereótipos associados a negros, gays e nordestinos, dentre muitos outros.
A prática das relações de ajuda, no entanto, demonstra que é muito tênue a linha entre ajudar e gerar dependência. São necessárias ações de apoio que proporcionem a transferência de recursos daqueles que tem mais para os que têm menos, mas que, desde o princípio, preocupem-se em construir os alicerces que sustentarão as mudanças desejadas por conta própria, após a retirada do auxílio.
Para isso, dinheiro, modelos e teorias de desenvolvimento social são úteis, mas não são suficientes. Nenhuma mudança consistente se impõe de fora. A melhor, e talvez a única maneira de construir maneira de construir mudanças sociais sustentáveis é partindo do interior dos grupos. É preciso criar condições para que cada indivíduo e grupo sinta-se co-criador de sua estória.
Intitulo este projeto como Trans-formando Comunidades por acreditar na capacidade dos grupos em articularem saberes transdisciplinarmente, construindo sua sustentabilidade por meio de uma visão global da comunidade onde estão inseridos, aonde saber nenhum vale mais que o outro, o que importa é a capacidade de articulação entre os diferentes conhecimentos, trans-formando indivíduos e grupos para transformar realidades comuns a todos, por meio de mediação adequada.
Durante a grande parte da minha vida assumi naturalmente este papel nos grupos por onde passei. Quando percebi, ainda de maneira imprecisa, que era isso que queria fazer profissionalmente, busquei recursos desenvolver meu papel profissional na faculdade de Psicologia e, posteriormente, em cursos de Socionomia (ciência das relações interpessoais), captação de recursos, elaboração e gestão de projetos.
Já atuei profissionalmente com pessoas com diferentes deficiências, jovens em estágio de escolha/re-escolha profissional, profissionais de saúde pública, pessoas com orientações sexuais diversas, redes de apoio a inclusão social e redes de defesa dos direitos crianças e adolescentes, dentre outros públicos.
Sistematizei os conhecimentos aprendidos nestas experiências no Método EsperanSar, resultado de meus acertos e erros na arte de construir dias melhores. Em 10 passos reúno as condições necessárias para promover transformações sociais sustentáveis, servindo como um guia para minhas intervenções profissionais. Por meio delas vou colorindo com as tintas da esperança os universos cinzas que encontro ao passar.
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